O que realmente sustenta o desenvolvimento de um país? Muito além de rodovias, portos e usinas, existe uma infraestrutura essencial que nem sempre é visível: a ciência.
Universidades, institutos de pesquisa, laboratórios, agências de fomento e pesquisadores formam a base que permite ao Brasil compreender desafios complexos, desenvolver tecnologias, formar profissionais altamente qualificados e produzir conhecimento capaz de impulsionar a inovação e a soberania nacional.
No artigo “A infraestrutura invisível do Brasil”, publicado neste sábado, 01, no Jornal da Ciência, o professor Anderson S. L. Gomes, professor titular da UFPE, presidente da Academia Pernambucana de Ciências e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), destaca que a capacidade científica de uma nação não se constrói de forma imediata. Ela depende de investimentos contínuos, planejamento de longo prazo e políticas de Estado que garantam estabilidade para a pesquisa, a formação de novos cientistas e o fortalecimento das instituições de ciência e tecnologia.
Em um cenário global marcado pela inteligência artificial, pela transição energética, pela biotecnologia e pela corrida tecnológica, investir em ciência deixou de ser apenas uma opção para se tornar uma estratégia indispensável para o desenvolvimento, a autonomia e a competitividade do Brasil.
Mais do que financiar pesquisas, investir em ciência é construir a capacidade do país de compreender o mundo, desenvolver soluções próprias e definir, com liberdade, seu futuro.
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