Cadeira 25 (Efetivo) - Membro da APC desde 2021

Jones Oliveira de Albuquerque

Área: Epidemiologia Computacional

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FORMAÇÃO

Nasceu no bairro de Casa Amarela, Recife, Pernambuco, em 1970. Formou-se Técnico em Telecomunicações pela antiga Escola Técnica Federal de Pernambuco – ETFPE, hoje IFPE, em 1989 e foi funcionário da PHILIPS/Sul América Teleinformática S/A por 2 anos. Titulou-se Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Pernambuco – UFPE em 1994 mas transitou durante toda a graduação pela Matemática e pela Física sendo orientado por professores como Israel Vainsencher na Matemática, José Roberto Rios Leite na Física, Silvio Romero de Lemos Meira, Frederico Ferreira Campos, filho e Claudionor Coelho Júnior na Computação. Fez mestrado em Computação na UFPE e Doutorado, também em Computação, na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG (2002). Foi “Visiting Staff – Research Scientist” na “BarcelonaTech –  Universitat Politècnica de Catalunya – UPC”, Barcelona – Espanha (2011-2012) em colaboraçao com os Físicos Daniel Lopez-Codina e Clara Prats. E também na “Life and Medical School of University College of London – UCL” (2017-2018) onde frequentou o “Alan Turing Institute” e o “Francis Crick Institute” com as credenciais da UCL em Medicina Molecular em colaboração com os Professores Jim Owen, David Abraham e José Luiz de Lima Filho no Laboratório de Imunopatologia Keizo-Asami – LIKA na Universidade Federal de Pernambuco – UFPE.

ATUAÇÃO e CONTRIBUIÇÕES

Professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Lavras – DCC-UFLA (1997-2002) e Professor do Departamento de Estatística e Informática da Universidade Federal Rural de Pernambuco – DEINFO-UFRPE (desde 2003) e pesquisador do Laboratório de Imunopatologia Keizo-Asami – LIKA-UFPE (desde 2016). Foi Diretor de Pesquisa da Mobile S/A (2002-2003). Fundou duas empresas, Epitrack S/A e HealthDrones LTDA que ajudam Ministério da Saúde do Brasil, UNICEF, CDC, FIFA, Comitê Olímpico Internacional a combaterem epidemias no mundo desde 2013 até os dias atuais. Ajudou a desenhar e constituir três Institutos de Ciência e Tecnologia até então: (1) Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Engenharia de Software – INCT-INES (2008), do qual continua no comitê coordenador; (2) Instituto SENAI de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação – ISI-TICs (2014), sob a direção de Sérgio Soares, do qual foi cientista-chefe (2012-2016), e (3) Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco – IRRD-UFRPE (2018), do qual é atualmente vice-coordenador e coordena a resposta em emergência do IRRD à Pandemia COVID-19 [https://www.irrd.org/covid-19].

Tem experiência em Respostas a Emergência em Eventos Extremos, Engenharia de Software e Modelagem aplicada à Saúde, especificamente em Epidemiologia Computacional e Modelagem Matemático-Computacional. Publicou algumas dezenas de artigos científicos em periódicos internacionais e possui diversos Prêmios, nacionais e internacionais, de mérito Científico, Tecnológico e Desportivo como triatleta não profissional.

Patrono

Ruy Luis Gomes

Nasceu na cidade de Porto, Portugal, em 5 de dezembro de 1905. Filho de Maria José de Medeiros Alves e de Antônio Luiz Gomes, que foi político, reitor da Universidade de Coimbra e ministro de Estado. Na Universidade de Coimbra concluiu o curso de matemática com brilhantismo. Ainda como estudante publicou em 1928, seu primeiro artigo científico intitulado “O acaso nos nascimentos dos sexos”. Em 1926, foi nomeado na Universidade de Coimbra, Assistente Livre. Em 1928, obteve o doutoramento com a tese “Desvio das trajetórias dum sistema holônomo”. No ano seguinte, tornou-se professor assistente na Universidade do Porto. Após concurso público, tornou-se, em 1933, Professor Catedrático naquela universidade. A obra científica de Ruy Gomes teve seu apogeu nos anos de sua juventude. Neste período correspondeu-se com cientistas famosos, tais como Tullio Levi-Civita, Louis de Broglie, John von Neumann, entre outros. Publicou uma vasta obra, em várias revistas internacionais, nas áreas de matemática e física teórica. Questões quânticas foram por ele abordadas em 1936. Um ano antes discutiu vários aspectos da relatividade restrita. Foi citado algumas vezes pelo prêmio Nobel, de Broglie, nas suas aulas no Institut Poincaré. A partir de 1945, Ruy Gomes entra na vida política, notadamente pelo agravamento da situação política, devido à ditadura que perseguiu toda a vanguarda científica portuguesa. Devido às suas posições políticas contrárias ao regime político, em 1947 foi demitido da Universidade do Porto pela ditadura de Salazar. Na condição de “professor sem escola” manteve-se como pôde, até seu exílio na América do Sul. Publicou vários livros científicos de reconhecido mérito, como “A integral de Riemann” em 1949 e “A integral de Lebesgues – Stieltjes” em 1952. Para prestigiar a ciência portuguesa, muitas vezes publicou na Portugaliae Mathematica (1937) e na Gazeta de Matemática (1939). Em 1958, Gomes viu-se forçado a tomar a difícil decisão de abandonar Portugal, aceitando um convite do seu grande amigo Antônio Monteiro para ensinar em Bahia Blanca, Argentina. Ruy Luís Gomes exilou-se então na América do Sul, passando a ensinar na Universidade del Sur, de 1958 a 1962 e na Universidade Federal de Pernambuco, de 1962 a 1974. Na UFPE fundou e liderou por anos, a formação do que ficou conhecido como a Escola Portuguesa do Recife, da qual faziam parte nomes de reconhecidos matemáticos, como Manoel Zaluar Nunes, Alfredo Pereira Gomes e José Morgado. Na UFPE existe o “Auditório Ruy Luís Gomes”, a “Biblioteca Ruy Luís Gomes”, a “Olimpíada Pernambucana de Matemática Ruy Luís Gomes”, e o prêmio com seu nome para o melhor aluno do Vestibular de Matemática. Em 1974, retornou a Portugal aclamado pela comunidade científica portuguesa, tornando-se reitor da Universidade do Porto. Em 1978, por iniciativa conjunta dos Departamentos de Matemática e Física, a UFPE concede a Ruy Luís Gomes o título de Professor Emérito. Ruy Luís Gomes morre aos 79 anos de ataque cardíaco, no outono Europeu de 1984, na cidade do Porto.