Cadeira 80 (Efetivo) - Membro da APC desde 2019

Celina Maria Turchi Martelli

Áreas: Ciências da Saúde

Link recomendado:  Currículo Lattes

Nasceu em Goiânia, capital do Estado de Goias, filha de professores, Professora Celenita Amaral Turchi e Prof. Egidio Turchi. Orgulha-se em ser Pernambucana agraciada com o título pela Assembleia Legislativa do Estado em 2017. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Goiás em 1981, Mestrado em Epidemiologia pela London School of Hygiene & Tropical Medicine (Reino Unido) e Doutorado em Medicina Preventiva na Universidade de São Paulo (USP). Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq PQ-1C e Membro Titular da Academia Brasileira de Ciência desde 2017. Em 1986, iniciou carreira acadêmica na Universidade Federal de Goiás, aposentou-se como Professora Titular do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP) em 2011. Desde 2012 é Pesquisadora Visitante no Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz-PE).  Participa do Grupo de Pesquisa em Microcefalia Epidêmica (MERG), com o objetivo de investigar fatores biológicos, epidemiológicos e sociais relacionados à Síndrome da Zika Congênita. Coordenou o primeiro estudo caso-controle que mostrou evidencia a associação entre a infecção congênita pelo vírus Zika e anormalidades em neonatos. Foi membro titular do Comitê de Assessoramento Saúde Coletiva e Nutrição do CNPq e do Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (IATS). Participa como pesquisadora do consórcio internacional ZikaPLAN. Publicou 105 artigos em revistas indexadas, totalizando mais de 3.200 citações e 8 capítulos de livros. Prêmios e Comendas: 2019: Título Professor Emérito pela Universidade Federal de Goiás, Goiânia-Goiás; 2018: Prêmio científico – Péter Murányi 2018 – na área de Saúde para a publicação “Associação entre infecção pelo Zika vírus e microcefalia – resultados preliminares de um estudo de caso controle”; 2018: Medalha Mietta Santiago – Platina. Condecoração oficial da Câmara dos Deputados, concedida pela Secretaria da Mulher e pelo Presidente da Câmara dos Deputados, Brasília, DF; 2018: Ordem do Mérito Científico, Classe Comendador pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Comunicações, Brasília, DF; 2018: Título de Dr. Honoris Causa pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia-Goiás; 2017: The 2017 TIME 100 (the 100 most influential people) category “Pioneers”. The Zika detective, by Tom Frieden. http://time.com/collection/2017-time-100/4742680/celina-turchi/. New York, USA; 2017: Prêmio “Faz a Diferença” conferido pelo jornal O Globo como personalidade do ano 2017, Rio de Janeiro, Brasil; 2017: Cidadã Pernambucana pela Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco, Brasil; 2017:  Comenda “Medalha Anhanguera” pelo Governo do Estado de Goiás, Brasil; 2016 Nature’s 10. Zika detective. A physician raced to make sense of a medical mystery in northeast Brazil, by Declan Butler. http://www.nature.com/news/nature-s-10-1.21157

Patronesse

Nise Magalhães da Silveira

Ao selecionar a Dra Nise Magalhães da Silveira como Patronesse, manifesto minha admiração maior pela sua vida profissional e militância. Psiquiatra brasileira reconhecida mundialmente por sua contribuição à psiquiatria, revolucionou o tratamento mental no Brasil. Foi aluna de Carl Jung.  Nascimento: 15 de fevereiro de 1905, Maceió, Alagoas. Falecimento: 30 de outubro de 1999 no Rio de Janeiro. FormaçãoFaculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia (1926–1931). LivrosJung: vida e obraO mundo das imagens entre outros. Sua vida já seria notável como pioneira – a primeira mulher entre mais de 100 alunos de Medicina da Faculdade de Medicina da Bahia em 1927, mas seu legado foi muito além. No Rio de Janeiro como servidora pública na área de psiquiatria foi acusada de ser comunista e presa pela Polícia de Vargas, ficando presa por mais de um ano. Afasta-se por 8 anos das atividades médicas, mas ao retornar revoluciona de maneira criativa e inédita o campo da psiquiatria.

No livro Imagens do inconsciente relatou experiencia da implantação de terapêutica ocupacional em hospitais psiquiátricos, quando os pacientes considerados loucos – esquizofrênicos – eram submetidos a tratamentos como lobotomia, eletrochoque terapia e outras terapias medicamentosas. Dra. Nise Silveira recusa-se a aplicar esses métodos e com sua rebeldia revoluciona e humaniza os tratamentos e conhecimentos psiquiátricos. Encontra na terapia ocupacional criativa uma forma não violenta de conhecimento. Demonstrou com perspicácia que as atividades da pintura e da modelagem, tornavam menos difícil o acesso ao inconsciente.  Essa nova abordagem terapêutica possibilitava que – o processo psicótico se tornasse visível. Dessa sua experiencia profissional apontou que o mundo interno do esquizofrênico encerra insuspeitas riquezas e as conserva mesmo depois de muitos anos de doença. Foi admirável e revolucionária na sua capacidade de inovar em um campo pouco conhecido da psiquiatria.

O Museu de Imagens do Inconsciente (MII), fundado em 1952 pela Dra. Nise da Silveira na cidade do Rio de Janeiro é um centro de estudos e pesquisa na área da saúde mental. Dra Nise da Silveira foi precursora dos estudos de imagens de pintura de seus pacientes e colecionadora das obras dos pacientes. Esse museu apresenta um acervo dinâmico – vivo, com mais de 360.000 obras, muitas consideradas de alto valor artístico e utilizadas para o conhecimento científico na área de psiquiatria. Sua vida transformou-se em filme intitulado O coração da Loucura. O Museu do inconsciente tornou-se um patrimônio mundial e seu nome uma referência internacional na psiquiatria.