ACADEMIA PERNAMBUCANA DE CIÊNCIAS SELECIONA OITO PROFESSORES DA UFPE COMO NOVOS ACADÊMICOS

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Fonte:  ASCOM – UFPE, 12/01/2021

São avaliadas titulações, publicações científicas, formação de recursos humanos, prêmios e láureas, coordenação de projetos de pesquisa, patentes e atuação profissional

A Academia Pernambucana de Ciências (APC) anunciou os nomes de 14 novos acadêmicos que vão integrar a instituição. Entre os escolhidos, oito são docentes da universidade. A APC selecionou três novos acadêmicos honorários e 11 novos pesquisadores como acadêmicos efetivos. 

São escolhidos para ocupar a cadeira de acadêmico honorário os cientistas que, no Brasil ou no Exterior, têm contribuição de destaque para o desenvolvimento da educação, ciência ou tecnologia. O convite foi feito aos pesquisadores Sílvio Meira (UFPE), Carlos Médicis Morel (Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz) e Malaquias Batista Filho (Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira – Imip).  Até então, o único que ocupava a cadeira na categoria era o professor Sérgio Rezende (UFPE). 

Para as cadeiras de acadêmicos efetivos, a APC escolheu Alfredo Gomes (reitor da UFPE), Augusto Cezar Alves Sampaio (UFPE), Belmira Lara da Silveira A. da Costa (UFPE), George Darmiton da C. Cavalcanti (UFPE), Helinando Pequeno de Oliveira (Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf), João Ricardo Mendes de Oliveira (UFPE), Jones Oliveira de Albuquerque (Universidade Federal de Pernambuco – UFRPE), Leila Maria Beltrão Pereira (Universidade de Pernambuco – UPE), Patrícia Maria Guedes Paiva (UFPE), Rinaldo Aparecido Mota (UFRPE) e Ulisses Paulino de Albuquerque (UFPE).

O reitor Alfredo Gomes menciona sua alegria por ter seu nome aprovado para compor a APC. “Sem sombra de dúvida, todo e qualquer pesquisador ficará muito feliz com um reconhecimento desse porte. A APC é um espaço que amplia, reconhece e fortalece o desenvolvimento da ciência, a sua popularização, o diálogo com a sociedade de forma muito ampla”, afirma. 

Para Alfredo, compor uma instituição dessa natureza representa caminhar no sentido do fortalecimento e da defesa da ciência, não apenas no âmbito da universidade, mas do estado e de outros espaços. “A Academia é muito importante pelo seu perfil diverso de composição de diferentes áreas do saber, sempre tem uma postura de acolher novos pesquisadores, de estimular o debate sobre a ciência, sobre a tecnologia, sobre o processo formativo dos nossos cientistas. É uma grande honra participar dessa instituição. Farei todo o esforço possível para que essa participação seja no sentido do seu fortalecimento e do seu engrandecimento”, explica.

Para ter indicação aprovada como efetivo é preciso ter, de acordo com o regimento da APC, “ilibada conduta moral e profissional, notória competência em sua área profissional; interesse no conhecimento interdisciplinar; vocação associativa para a conveniência acadêmica, na permuta de conhecimentos de sua área profissional com as demais áreas científicas; e morar no estado de Pernambuco”.

O professor emérito da UFPE Silvio Meira, escolhido como acadêmico honorário, agradeceu o carinho e reconhecimento pelos pares. “Espero poder contribuir para fazer com que a prática da ciência se torne não só mais ampla em Pernambuco, mas, principalmente, contribua com a economia e a sociedade para melhorar a qualidade de vida, gerar emprego e renda. Fico honrado por estar ao lado de ícones da ciência, como Sérgio Rezende, Morel e Malaquias” comemora. 

O presidente da Academia, João Antônio Aleixo da Silva, professor titular do Departamento de Ciência Florestal da UFRPE, explica que a escolha de novos membros é realizada a partir de indicações feitas pelos membros da APC. Os candidatos têm seus currículos avaliados e são selecionados pelo Comitê Científico, composto por sete acadêmicos. 

Ele explica que a avaliação é realizada com base em um barema, que atribui notas às diversas atividades dos candidatos e seleciona os novos acadêmicos em função das vagas existentes. “O comitê científico considera vários itens dos currículos dos indicados, cada uma com um peso específico. São analisadas titulação, publicações científicas, formação de recursos humanos, prêmios e láureas, coordenação de projetos de pesquisa, patentes e atuação profissional”, exemplifica. A APC tem 100 cadeiras de acadêmicos efetivos, das quais, atualmente, 99 estão ocupadas. 

O professor Ulysses, selecionado como efetivo, fala que recebeu com alegria e surpresa o anúncio, pois não sabia ainda da indicação. “Ocupar uma cadeira da APC, como de qualquer outra academia respeitável, é uma grande honra. A seleção representa um reconhecimento da nossa trajetória como cientista, da nossa contribuição para a ciência e, mais especificamente, para a ciência do estado de Pernambuco”, analisa. 

SOBRE a APC – A Academia Pernambucana de Ciências (APC), fundada em 7 de janeiro de 1978, é uma sociedade civil, laica, sem fins lucrativos nem político-partidários, de natureza técnica, científica e educacional. Sua finalidade é promover o desenvolvimento de todos os setores do conhecimento humano, visando também a prestação de serviços à sociedade, seja por seus próprios recursos, seja em colaborações ou financiamentos de entidades públicas, privadas e de pessoas físicas ou jurídicas.